Páginas

6 de novembro de 2011

Estátua do Laçador

O monumento é a representação do gaúcho tradicionalmente pilchado (em trajes típicos) e teve como modelo o tradicionalista Paixão Côrtes.
 Em 1954, foi elaborado em São Paulo um concurso público para a execução de uma escultura que identificasse o homem Rio-grandense. A escultura vencedora ficaria exposta no Parque Ibirapuera, no espaço reservado ao Rio Grande do Sul.
 O vencedor do concurso foi Antônio Caringe, natural da cidade de Pelotas.
 A cidade de Porto alegre, não possuia na época nenhum monumento ao gaúcho. Por isso, houve reivindicação popular para compra da estátua, o que a preitura do município fez em 20 de Setembro de 1958, ela foi inaugurada sendo instalada na entrada principal da cidade junto ao aeroporto.
 A estátua portava originalmente uma boleadeira, mas após depredação e reforma em1993 passou a portar um chicote na mão.O monumento representa o gaúcho em sua vestimenta típica campeira: de lenço, bombachas, esporas, faca na cintura e boleadeiras, é a personificação do tradicionalista gaúcho de uma época.
Moldado em bronze, a escultura possui 4,5 m de altura, pesa 3,8 toneladas e está sobre um pedestal de granito

Fonte:
http://www.colegioweb.com.br/geografia/monumento-lacador.html
Livro: Cultura Gaúcha
Editora: FTD
Editor: Guilherme M. dos Santos


-Maira Valentiniani

Danças Típicas

A dança gaúcha teve influência européia e muito das demais praticadas no restante do Brasil.
A principal influencia foi a dos portugueses, que trouxeram o seu modo alegre e expansivo de dançar. Os gaúchos trocaram os famosos tamancos do folclore português, por botas e sapatos adaptados por causa do clima frio. Os gaúchos a partir de 1835 organizaram o Movimento tradicionalista, atualmente existente em todos cantos dos Estados Sulinos, onde mantém vivo as danças gaúchas.

Paraná (PR)
 
- Pau – de – Fitas;
- Fandango;

Rio Grande do Sul (RS)

Balaio: Dança folclórica brasileira originada do Nordeste, bastante popular no RS. Trata-se de uma dança de sapateado e, ao mesmo tempo, de conjunto. Além disso destaca-se a formação de rodas que giram.


Dança dos Facões: Dança folclórica gaúcha apresentada somente por homens. O elemento coreográfico principal é o facão. Destaca-se a importância da coordenação de movimentos de ataques e defesa.

Chimarrita: Dança que os colonos açorianos trouxeram para o Sul do Brasil no final do séc. XVIII. Do RS, a dança tradicional a chimarrita é dança de pares em fileiras opostas. As fileiras se cruzam, se afastam em direções contrárias e tomam a se aproximar, lembrando as evoluções de certas danças tipicamente portuguesas.


Pezinho: originária de Portugal e Açores é vivas e alegre, com características de ingenuidade. É a mais conhecida dança do folclore gaúcho, onde os dançarinos apresentam duas partes: na primeira uma marcação dos pés e na segunda os pares giram em torno de si próprios, tomados pelo braço.

Chula: de origem polêmica possivelmente desenvolvida no RS no sec. XIX. Caracteriza-se pela agilidade do sapateio dos peões, em disputas, sapateando sobre uma lança estendida no salão. Ela é citada como uma espécie de jogo típico dos gaúchos. Dois dançarinos ficam frente a frente tendo entre si uma lança de quatro metros de comprimento. Um dos oponentes executava uma sequencia de difíceis passos indo até a extremidade oposta e voltando ao seu lugar de origem. Ao segundo oponente cabia, repetir o passo e fazer uma mais difícil, e assim continuaria da mesma forma. Perdia a disputa aquele que saísse do ritmo e errasse o passo ou chutasse a lança.

Milonga: Essa dança também é popular na Argentina e no Uruguai. No Rio Grande do Sul, ela recebe a companhia da viola e de outros instrumentos musicais. A milonga gaúcha lembra os passos do tango e é bem mais lenta e romântica. Ela pode ser dançada de três formas: há vaneirada (seguindo os passos da vaneira), tangueda (dança no ritmo de marcha) e rio grandense (dança com passos dois e um).

 
Vaneirão/ Vaneira/ Vaneirinha:
É um ritmo bastante comum no estado e tem suas origens na cidade de Havana, em Cuba. Sua influencia incidiu não só sobre o Rio Grande do Sul como também nos sambas do Rio de Janeiro. O nome da dança altera conforme o ritmo, pois se ele for lento recebe o nome de Vaneirinha, rápido, vaneirão e moderado, vaneira. Os passos são realizados com dois pra lá e dois pra cá, sendo que são alterados com quatro movimentos de cada lado.
- Chote;- Chamamé;- Rancheira.

Santa Catarina (SC)

- Boi de Mamão;
- Dança do vilão;
- Balainha.



- Bárbara Flores




Evolução da Vestimenta Gaúcha

Traje Gaúcho – 1730 á 1820

           Patrão das vacarinas e Estancieira Gaúcha
Foi o primeiro estancieiro. Trajava-se basicamente á européia, com a Braga e as ceroulas de crivo. Passou a usar também a bota de garrão de potro, invenção gauchesca típica. Igualmente o cinturão-guaiaca, o lenço de pescoço, o pala indígena, a tira de pano prendendo os cabelos, o chapéu de pança de burro.
A mulher, usava botinhas fechadas, meias brancas ou de cor, longos vestidos de seda ou veludo, mantilha, chalé ou sobrepeliz, grande travessa prendendo os cabelos enrolados e o infatável leque.

       Peão das vacarias e China das vacarias
O traje do peão das vacarias destinava-se a proteger o usuário e a não atrapalhar a sua atividade – caçar o gado e cavalgar.
Normalmente, este gaúcho só usava o chitipá primitivo (pano enrolado como saia, até os joelhos, meio aberto na frente, para facilitar a equitação e mesmo o caminhar do homem) e uma pala enfiado a na cabeça.

A mulher vestia-se pobremente: nada mais que uma saia comprida, rodada de cor escura e blusa clara ou desbotada com o tempo. Pés e pernas descobertas, na maioria das vezes. Por baixo, apenas usava bombachinhas, que eram as calças femininas da época.

Pala: tem origem indígena mas era utilizada basicamente por gaúchos. Pode ser de lã ou algodão, quando protege contra o frio, ou de seda, quando protege contra o calor. É sempre retangular com franjar nos quatro lados. A gola do pala é um simples talho, por onde o homem enfia o pescoço.


Traje Gaúcho – 1820 – 1865


        Chiripá Farroupilha  e Saia e Casaquinho

Este período é dominado por um Chiripá que substitui o anterior, que não é adequado á equitação, mas para o homem que anda de pé. O Chiripá dessa nova fase é em forma de grande fralda, passada por entre as pernas. Este se adapta bem ao ato de cavalgar e essa é certamente a explicação para o seu aparecimento. Com isto, fica claro que o Chiripá Primitivo era de origem indígena.

Já o Chiripá Farroupilha é inteiramente gaúcho. Esse é um traje muito funcional, nem muito curto, nem muito comprido, tendo o joelho por limite, ao cobri-lo. As esposas deste período são as chilenas, as nazarenas e os novos tipos inventados pelos ferreiros da campanha.

A mulher, nesta época, usava saia e casaquinho com discretas rendas e enfeites. Tinham as pernas cobertas com meias, salvo na intimidade do lar. Usavam cabelo solto ou trançado, para as solteiras e em coque para as senhoras. Os sapatos eram fechados e discretos. Como jóias apenas um camafeu ou broche. Ao pescoço vinha muitas vezes o fichú (triângulo de seda ou crochê, com as pontas fechadas por um broche). Este foi o traje usado pelas ricas e pobres desta época.


         Traje Gaúcho – A partir de 1865

Bombacha e vestido de Prenda

A bombacha surgiu com os turcos e veio para o Brasil usada pelos pobres na Guerra do Paraguai. Até o começo do século, usar bombachas em um baile, seria um desrespeito. O gaúcho viajava á cavalo, trajando bombachas e trazia as calças ‘’cola fina’’, dobradas em baixo dos pelegos, para frisar.
As bombachas são largas na fronteira, estreitas na Serra e médias no Planalto, abotoados no tornozelo, e quase sempre com favos de mel.
A correta bombacha é a de cós largo, sem alças para a cinta e com dois bolsos grandes nas laterais, de cores claras para ocasiões festivas, sóbrias e escuras para viagens ou trabalho.


A camisa é de um pano só, no máximo de pano riscado, Em ambiente de maior respeito usa-se o colete, a blusa campeira ou o casaco. O lenço do pescoço é atado por um nó de oito maneiras diferentes e as cores brancas e vermelhas são as mais tradicionais.

Usa-se mais frenquetemente o chapéu de copa baixa e abas largas, podendo variar com o gosto individual do usuário, evitando sempre enfeites indiscretos no barbicacho. Por convenção social o peão não usa chapéu em locais cobertos. As esporas mais utilizadas são as ‘’chilenas’’, destacando-se ainda as ‘’nazarenas’’. Botas, de sapataria preferencialmente pretas ou marrons.


Para proteger-se da chuva e do frio usa-se o poncho ou a capa campeira e do calor o poncho-pala (feito de seda). Cita-se ainda o bichará como proteção contra o frio do inverno, (o preto é somente usado em sinal de luto). O tirador deve ser simples, sem enfeites, curtos e com flecos compridos na Serra, de pontas arredondadas no Planalto, comprido com ou sem flecos na Campanha e de bordas retas com flecos de meio palmo na Fronteira. É verdade o uso de bombacha com túnica tipo militar, bem como chiripás por prendas por ser um traje masculino.

O vestido pode ser inteiro para todas as prendas, ou saia e blusa, com ou sem casaquinho, para as prendas adultas e senhoras. A saia pode apresentar cortes na cintura, dependendo da idade e estrutura física da prenda, e com o comprimento da saia alcançando o peito do pé. Os tecidos dos vestidos variam de acordo com as estações climáticas, podendo ser lisos ou com estampas florais. Não são permitidos tecidos transparentes sem forro e nem brilhantes, também não é aconselhável o uso do preto e a cor branca, não deve ser usadas as cores da bandeira do Rio Grande do Sul. O vestido da geralmente não é decotado, porém é admitido um leve decote, com ou sem gola, sem expor se expor muito. Pode apresentar enfeites, mas sem muito exagero. Modernamente a gaúcha tem trocado o vestido de prenda pelo Chiripá.

Fonte: http://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html
-Bárbara Flores

O tradicionalismo e o MTG ( movimento tradicionalista gaúcho)

Em poucos estados existe um apego tão forte as tradições, como o que acontece aqui no Rio Grande do Sul. Desde pequenos, somos educados a honrar com orgulho a história dos antepassados cultivando os costumes antigos até os dias atuais, utilizando os símbolos da cultura gaúcha que passam de geração para geração. Uma cultura vasta repleta de culinária, danças típicas, indumentária, músicas e literatura tradicionalista,para citar algumas coisas,faz com que a tradição gaudéria seja sempre cultivada e lembrada. Uma comprovação de que a tradição construída aqui no estado é forte, é que em qualquer lugar do mundo,onde se encontra um grupo de gaúchos, a cultura rio grandense vai se manter viva e cultuada.

Com fins de preservar e desenvolver a cultura gaúcha, foi criado o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).Fundado em 27 de novembro de 1967. Alguns objetivos do MTG são :
  • Auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo;
  • Cultuar e difundir nossa História, nossa formação social, nosso folclore, enfim, nossa Tradição, como substância basilar da nacionalidade;
  • Promover, no meio do nosso povo, uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho;
  • Facilitar e cooperar com a evolução e o progresso, buscando a harmonia social, criando a consciência do valor coletivo, combatendo o enfraquecimento da cultura comum e a desagregação que resulta;
  • Zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas, que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais;
  • Revalidar e reafirmar os valores fundamentais da nossa formação, apontando às novas gerações rumos definidos de cultura, civismo e nacionalidade



    O Movimento Tradicionalista Gaúcho encontra-se presente nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Planalto Central , Rio de Janeiro, Mato Grosso, Amazônia Ocidental, Estados no nordeste  e São Paulo.              

    O MTG tornou-se  o disciplinador, o orientador das atividades dos centros de tradições gaúchas e dos departamentos tradicionalistas.  No que diz respeito  a Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho, constituindo-se no maior organismo cívico-sócia-cultural do Rio Grande do Sul e, porque não dizer, do Brasil.   

    Agora um vídeo que eu encontrei e julguei muito condizente com a temática abordada. O material foi produzido pelos alunos de Radiojornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul , UFRGS, e nos mostra de uma forma bem completa os aspectos do tradicionalismo gaúcho, enfocando a cultura rio grandense em partes como a sua culinária,literatura e danças típicas.







     Fonte:

  • http://www.somosdosul.com.br/index.php/historia-rgs/172-o-tradicionalismo-gaucho  
  • http://portalgaucho.com.br/?pg=1&act=18  
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Tradicionalista_Ga%C3%BAcho  



 -Vitória

Comportamento do Gaúcho

Paul Rivet (o importante antropólogo francês do século passado, fundador do Museu do Homem e estudioso dos povos da América Latina) levantou uma publicação de 1833, do jornal "Le National", Paris, com várias informações sobre o gaúcho, entre as quais: "Sua fala é enérgica, rápida e irregular; falam com fogosidade e grande facilidade; são imaginativos de espírito vivaz e apaixonados. Entre eles, quem sabe montar, laçar, atirar a boleadeira e manejar uma faca, está completo.  são improvisadores, vivendo as expensas das inextinguíveis tropas de gado cuja carne é a base de sua alimentação. Muitos jamais comeram pão. Sua calma habitual cede lugar a um ardor indomável quando o fogo de suas paixões se acende, o que não é raro. O sentido de independência e amor a pátria, por exemplo se manifestaram mais de uma vez entre estas gentes grosseiras de alma heróica. Quando estoura uma guerra, este povo pastoril e pacífico se volve, de golpe, em um exército de terríveis guerreiros. Seu gosto pelo baile e música mostra igualmente, que sua sensibilidade é susceptível de grande exaltação. O Gaúcho é bravo por temperamento, mas sua bravura é animal. São capazes dos mais formosos atos de devoção e sacrifício pessoal pela causa que abraçaram. Em suas brigas, em que o jogo é a causa mais habitual, estão sempre prontos a degolar-se. À menor provocação, sacam a faca e corre sangue". 

Fonte:http://portalgaucho.com.br/?pg=1&act=20
-Isadora Freitas

Algumas tradições Gaúchas


A maneira de falar do gaúcho antigo chegou de forma impressionante até os dias de hoje. Nos centros urbanos do Estado, milhares de palavras originais da língua campeira continuam sendo usadas com o seu significado real (apesar de que a maioria das pessoas que as utilizam não sabe da sua origem).
   A música, os payadores (Pajador é o repentista que canta seus versos de improviso com o acompanhamento de milonga, feito por guitarra) e a poesia gaúcha. Simões Lopes Neto no seu Cancioneiro Guasca, música popular gaúcha do passado, mostra a atenção que os habitantes do interior tinham pelo gaúcho. Muitas pessoas do interior, ainda hoje ligadas diretamente ou indiretamente ao campo, compõem músicas e fazem poesias e trovas a maneira do gaúcho. Centenas de músicos de qualidade compõem letras e músicas campeiras. Festas que lembram as habilidades do gaúcho (doma e laço, principalmente) são atração sempre que acontecem, mesmo nas zonas mais metropolitanas. Pesquisadores como Paixão Côrtes e Barbosa Lessa conseguiram recuperar muito da dança gaúcha.
 No mundo inteiro, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, festas regionais reforçam suas certezas sobre suas origens, este é o sentido de conhecer o passado, afinal "É tão grave esquecer-se no passado como esquecer o passado. Nos dois casos desaparece a possibilidade de história".

Fonte: http://portalgaucho.com.br/?pg=1&act=1

-Isadora Freitas

Tradição do Gaúcho


O chimarrão:
Surgiu através da cultura dos índios Guarani. É feito de erva mate cevada, preparamos em uma cuia, servimos com água quente e bebemos através de uma bomba de metal.












A Erva mate: 
Surgiu através da planta cientifica Llez Paraguariensis  encontradas nas matas do Sul do Brasil.A erva mate é uma bebida muito especial e bastante nutritiva, antigamente os índios mastigavam como alimento e logo mais passaram a usar folhas secas ao fogo acrescentando água.
Mais tarde com a chegada do homem branco, o grande hábito de beber  o mate foi se difundindo e hoje em dia é uma bebida muito popular.















O churrasco:
Originário do Rio grande do Sul, surgiu no século XVII na região dos pampas. Durante as vacarias, os vaqueiros, depois de matarem os bois, tiravam as partes que não interessavam e os assavam inteiros num buraco aberto no chão,temperando-os com a própria cinza do brasileiro, o que pode ser considerado a origem mais tradicional do churrasco.
























Livro: A História dos Povos
Editora: FTD 
Autor: Azevedo e Darós

- Maira Valentiniani

5 de novembro de 2011

Origem da palavra Gaúcho

No começo, quando toda a atividade se resumia à extração do couro do gado selvagem, os habitantes do Pampa eram designados como guascas, palavra que significa tira de couro cru.

E mais tarde, de acordo com o historiador Emilio Coni, é que aparece o termo gaudério, que foi dado aos "aventureiros paulistas que deserdavam das tropas regulares para se tornarem coureadores e ladrões de gado". Isso mais ou menos em torno de 1770. Coni afirma que a expressão "gaúcho" torna-se corrente nos documentos a partir de 1790, como sinônimo de gaudério e também para designar os ladrões de gado que atuavam nos dois lados da fronteira.

Uma coisa é certa: mais ou menos até a metade do século passado, o termo gaúcho era ainda depreciativo. Aplicado aos mestiços de espanhol e português com as índias guaranis e tapes missioneiras. Saint Hilaire, menciona "esses homens sem religião nem moral, na maioria índios ou mestiços que os portugueses designavam pelo nome de Garruchos ou Gahuchos".

Quanto à origem da palavra, há muita discordância. Existem centenas de hipóteses a respeito da origem da palavra. Alguns autores afirmam que o termo gaúcho vem do guarani. Significaria "homem que canta triste", aludindo provavelmente à "cantilena arrastada dos minuanos". Também há quem diga que vem da expressão quíchua “huachu”, que signifca órfão. Para alguns pesquisadores o termo vem de Cachu ou Cauchu do Araucano, significando camarada, esperto, fino, arteiro e astucioso. 



- Mariana Ribeiro

O gaúcho em sua origem.

 Os índios, Mozos perdidos, desocupados do campo, changadores (porteiro em espanhol, assim eram chamados os assassinos de animais, esses  que eram criados para o retiro de suas peles) . Esses foram os antecessores dos gaúchos, apresentando origem e comportamento bem semelhante.Mas os índios Pampeanos (os conhecidos como charruas e minuanos) devem ser lembrados na origem de formação do povo gaudério,esses que logo se adaptaram ao cavalo. A miscigenação dos mesmos com o europeu, misturou as culturas e resultou nos Mozos, que mencionei anteriormente.Os Mozos eram homens que optaram por viver uma vida no pampa, com o primeiro registro em 1617, já usando o chiripá,poncho e a bota de garrão de potro essa mesma uma peça tradicional da vestimenta gaúcha,que mais tarde ao sofrer uma evolução por volta de 1865, foi substituída pela bombacha.
Entretanto, é impossível saber distinguir o momento em que, de fato, o gaúcho começa a existir. São muitas passagens e fatos que se sobrepõem. Uma curiosidade é que a palavra "gaúcho" só aparece em algumas crônicas de viajantes na América do Sul, lá por volta de 1770. Isso demonstra a culminação dos tipos anteriores (os Mozos, desocupados do campo, os changadores) em um só; o "gaúcho" em sua origem primária.


-Vitória.

27 de outubro de 2011

Os Primórdios...

Expressando fidelidade na pesquisa oferecida, o foco principal a ser abordado como consta o título do trabalho é desbravar as origens do gaúcho, consequentemente os fatos que saem deste contexto não seriam de grande relevância. Importante e fundamental aspecto a salientar é a história do cavalo, o grande responsável pela característica autêntica do tradicionalista do Sul. Em algumas pesquisas achei um texto muito interessante em um site sobre a cultura gaúcha e na minha visão de suma importância para estabelecer um ponto de partida para discorrer sobre o assunto.


 A Chegada do Cavalo na América e nos Pampas

Antes do ano 1500 da nossa era, não havia cavalos nas Américas. Não existe, nas línguas originais do Continente Americano, nenhum termo que signifique cavalo. Todos os vocábulos que atualmente existem são derivações da palavra caballo do espanhol: cavayú em guarani, caavarú em tupi, cahuellu ou cahuallo em araucano, cahualk em gennaken, cahuel em tehuelche, cavallo nos acomas, cavaio nos moquis, cavayo em paiute, cahuay nos kansas, cahua nos osages, kaviyo nos pimas.
Cristóvão Colombo, em 1493, quando em sua segunda viajem à Ilha La Española, hoje Repúplica Dominicana, no porto de Santo Domingo, na América Central, foi o responsável pela introdução do cavalo na América, dezessete veleiros e entre 25 e 30 cavalos. Introduzidos em 1509 ao continente através do Panamá, sete animais e através da Colômbia, 12 animais.
Os exploradores necessitavam dos animais para carregar os seus pertences nas incurções realizadas. Descendo pela Cordilheira dos Andes em direção ao sul da América os exploradores iam abandonando os cavalos que se machucavam ou que adoeciam. Obviamente nem todos os animais abandonados morreram e com isso os mesmos sem um predador natural iam de reproduzindo. 
Os Indígenas ao encontrarem os primeiros cavalos, achavam que eram monstros e tentavam matá-los, até perceberem que os exploradores os utilizavam como meio de transporte e carga. A partir daí, com exíme técnica aprenderam a domar o cavalo e assim utilizá-lo como companheiro no transporte e caça, além de auxiliá-los na batalha contra os europeus que tentavam invadir sua região pampeana. Com o passar do tempo os indígenas se tornaram excelentes cavaleiros.
Por volta de 1580, os cavalos abandonados na região do Prata em 1536, tinham se multiplicado aos milhares. Tanto que, em 1600, não podiam mais ser contados em suas gigantescas manadas. Os Pampas do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina estavam povoados de cavalos chimarrões (cimarrones) e o povo que vivia nessa região, unida pela semelhança ambiental, se tornou um povo cavaleiro.
- João Pedro